sábado, 17 de janeiro de 2009

A Liberdade...


Sou um homem livre, franco, aberto, reflexivo...

Sou sensível, um poeta, mas sou forte, sou duro na queda...

Tenho coração valente...Sou um cristão, livre... Creio em Deus, o Todo-Poderoso...

Refuto religião... Abomino a religiosidade hipócrita, legalista e julgadora, que não leva a nada...

Sou um ledor inveterado; leio com critério o que me desafia, que me leva a pensar e a crescer... Quero sempre pensar por mim mesmo...

Não sou um livre pensador; sou um pensador livre... Repudio auto-ajuda... Valorizo filosofia e psicologia...

Gosto de pensar de forma original, mas leio tudo, de Platão aos pensadores pós-modernos... Sou um homem apaixonado pela vida, por minha mulher, por meus filhos e por minha família!...Gosto dos meus amigos, que são poucos...

Gosto de viver a vida, viver o hoje, mas sou um homem de fé, com os olhos no amanhã -- o amanhã da eternidade...

Tenho plena consciência que a eternidade começa aqui, agora, que é feita de instantes, que já mora em mim...

Gosto de me relacionar com pessoas da minha cultura, e de outras...

Gosto de fazer amizades saudáveis, mesmo amizades breves, como as que ocorrem durante viagens...

Gosto de viajar, de conhecer pessoas e lugares diferentes... Nesta vida, estou sempre indo... indo a algum lugar... Longe é um lugar que não existe...

Por isso, estou sempre perto...A vida é uma jornada... Eu sou um peregrino...

Gosto de me relacionar com pessoas inteligentes e sensíveis, com pensadores de mente brilhante...

Não perco tempo com questionadores obtusos, que nunca chegam a lugar algum...

Se você quiser arriscar, faça contato, vamos levar um papo...

Quem sabe começamos algo bom!...


(colaboração do nosso Pastor Jezer Cavalcante...IEQ Biblioteca)

Quem Sou Eu !!!!!


Quem sou eu

Quando ninguem me vê no

silêncio do meu pensamento

só Deus sabe o que pode acontecer


Será que eu faço o bem

Será que eu amo de verdade,

será que eu faço o que eu digo

ou digo o que eu não faço


Quem sou eu

quando ninguem me vê

no silencio do meu pensamento

só Deus sabe o que pode acontecer

como eu sou por dentro


será que eu sou o mesmo do avesso,

será que o mundo pode ver em mim

a luz de Cristo, a luz de Cristo.


Me descubro um pouco mais a cada dia, minhas ânsias e desejos... isso é fundamental para dizer quem eu sou, porque às vezes eu mesmo me surpreendo...Tenho procurado ser uma palavra de esperança para esta geração, ou alguem que fará a diferença para aqueles que estão ao meu redor.


Nao espere muito de mim, mas o pouco que serei para ti valerá a pena. Tente me conhecer, antes de me julgar, e verá que há um coração cheio de paz, amor e esperança sempre pronto para estar ao seu lado.


Este sou eu, sou eu este que em poucas palavras tenta descrever quem eu sou



(Escritor por Pastor Jezer da Igreja do evangelho Quadrangular Biblioteca)

sábado, 3 de janeiro de 2009

Piercings, Evangelho e Cultura

Piercings estão cada vez mais comuns em nossos dias. Algo que há menos uma década era olhado com reprovação e preconceito, é hoje visto em homens, mulheres, jovens e até crianças. Se a sociedade parece estar aceitando esses adereços cada vez com mais naturalidade, os cristãos parecem confusos a respeito. Afinal de contas, a questão da aparência ainda é assunto de grande discussão e controvérsia em muitos círculos evangélicos. A primeira coisa que precisamos ter em mente quando o assunto é aparência pessoal, é que se trata de algo que muda com o tempo e com o lugar.

Usos e costumes estão diretamente ligados à cultura. Basicamente uma cultura é formada por três elementos: cosmovisão (a maneira como um povo vê o mundo), sistema de valores (o que é importante para aquele povo) e normas de conduta (o modo como um povo se comporta, e isso dizem respeito tanto à vestimenta, como ao modo de se relacionar com os outros, etc.). Culturas são diferentes de acordo com sua cosmovisão, valores e normas de conduta. Arrotar em público após uma refeição é totalmente aceitável (e até louvável) em certas culturas, e repugnante em outras. Uma mulher com os seios à mostra é normal em muitos países da África (onde a mesma mulher não pode exibir as pernas acima do tornozelo) enquanto que o mesmo é obsceno em outras partes do mundo. Beijar na boca em público é normal aqui no Brasil, mas pode levar alguém à cadeia em certos países islâmicos. Nestes mesmos países islâmicos, um homem não pode andar de mãos dadas com sua esposa, mas pode andar de mãos dadas com outro homem. No Ocidente tal prática evoca idéias de homossexualismo. E por aí vai. Todas essas coisas são formas de expressão cultural. Podem ser um insulto ou algo escandaloso para os de fora (que não fazem parte da cultura), mas não são necessariamente erradas para quem é daquela cultura. O fato é que nenhuma cultura é totalmente igual à outra e nenhuma cultura está acima da outra.

João viu no céu povos de todas as tribos, raças, línguas e nações (grupos étnicos). Todas as culturas possuem elementos que precisam ser valorizados e outros que precisam ser transformados pelo Evangelho. Sendo a aparência pessoal é uma questão de expressão cultural, esta aparência também muda de acordo com a cultura. Pinturas na face e no corpo estão presentes em diversas culturas. Na Polinésia, os nativos usam a tatuagem para escrever sua história familiar no corpo. A tatuagem e o piercing no umbigo eram comuns no Antigo Egito. Alguns povos usam piercing, brincos e outras formas de alteração do corpo (body modification ou simplesmente body modi).

O problema é que o mundo está ficando pequeno. Estamos nos tornando cada vez mais uma aldeia global. Esta globalização faz com que certos costumes que antes só eram vistos em algumas culturas isoladas e lugares remotos da terra, comecem a se tornar moda em todo o mundo. A tatuagem de henna é um exemplo recente desta realidade.E quem são os responsáveis pelo lançamento da moda em nosso mundo? Os meios de comunicação em massa, que muitas vezes mostram artistas, músicos e cantores usando determinada roupa, adereço, estilos diferentes muitas vezes copiados por nós, ou porque não dizer, copiados de nós.
Isto mesmo!!! Citando dois exemplo: Os Rapper’s americanos não inventaram um estilo de roupa e ornamentos, eles já existiam, porém foram popularizados pela mídia. A popularização de alguns costumes orientais no Ocidente teve forte influência dos Beatles, quando estavam em sua fase “Flower and Power”. Muitas das batas, camisões e pantalonas que vemos hoje em nossas ruas, praças, e até na igreja, foram uma influência direta da que é chamada a “maior banda de todos os tempos”, porém, são “politicamente aceitas” por muitas de nossas lideranças. A popularização do piercing foi em 1993 com o vídeo clipe “Cryin”, do Aerosmith, onde Alicia Silverstone apareceu com um piercing no umbigo. Uma banda de rock, uma balada romântica, uma jovem atriz linda. Elementos essenciais para fazer a moda pop ou cultura pop, que nada mais é do que uma mistura de culturas e costumes do mundo pós-moderno. Leornard Sweet, professor metodista e um dos mais interessantes pensadores cristãos de nossa época, comenta sobre tatuagens e piercings em seu e-book recente “The Dawn Mistaken For Dusk”. Ele diz que, a razão pela qual “body modi” é o assunto nº.1 nas listas de discussões e bate-papos de jovens cristãos com menos de 30 anos nos EUA, é pelo fato disto fazer parte da cultura jovem pós-moderna atual (e quase global), uma cultura onde a imagem é altamente valorizada.A ironia disso tudo é que cirurgias plásticas e implante de silicone são coisas cada vez mais aceitas pelos cristãos modernos. Tem personalidades famosas do mundo evangélico brasileiro com o corpo siliconado
.

Todavia, como diz Sweet, “Cirurgia plástica é uma forma severa de alteração do corpo. Isto é aceito, mas brincos e tatuagens, não são?”. Na Bíblia lemos à história de Isaque que deu a Rebeca uma argola de seis gramas de ouro para ser colocada no nariz (piercing) e, após fazer isto, ajoelhou-se para adorar a Deus. Penso que se o primeiro ato fosse pecado ou considerado pagão, então Isaque não teria adorado a Deus em seguida.No livro de Êxodo, percebemos que as mulheres dos hebreus usavam brincos e argolas, os quais foram oferecidos como oferta dedicada ao Senhor para a construção do Tabernáculo. Novamente, não penso que Deus aceitaria de seu povo ofertas que representassem costumes pagãos.
O texto mais intrigante para mim se encontra em Ez 16.11-12: “Também te adornei com enfeites, e te pus braceletes nas mãos e colar à roda do teu pescoço. Coloquei-te um pendente no nariz, arrecadas nas orelhas, e linda coroa na cabeça” (ARA), onde o próprio Deus diz que adornou Jerusalém com jóias, pulseiras, colares, argolas para o nariz e brincos para as orelhas. Ao que parece, tais adornos não eram uma ofensa ao Senhor.
Uma vez que a Bíblia parece não condenar o uso de piercing, por que deveríamos nós? Nosso desafio não é condenar, mas orientar as pessoas (principalmente os jovens) para os riscos que existem em fazer estas coisas sem uma orientação profissional e cuidados de higiene e saúde. A pessoa está consciente dos riscos de inflamação, doenças contagiosas e “efeitos colaterais” diante da sociedade? Está consciente de que algumas alterações são irreversíveis e, mesmo diante da possibilidade de reversão, podem deixar marcas para o resto da vida? Mais ainda, precisamos falar sobre questões de identidade, valor pessoal e auto-imagem. Pois são estas as questões mais importantes para quem está considerando qualquer forma de alteração do corpo, seja uma plástica no nariz, implantar silicone, colocar um piercing ou fazer uma tatuagem.
Texto estraido do Site www.solomon1.com/a/
escrito por Sandro Baggio

O Vendedor de Sonhos - Augusto Cury

"...comecei a recordar o estudo sociológico que havia sobre relações entre Jesus e seus Discipulos, que muito influenciou a sociedade ocidental. Comecei a entender fenômenos psíquicos e sociais que nunca havia analisado.Comecei a pensar no poder indecifrável das suas palavras e gestos como homem Jesus para convencer jovens jusdeus, na flor da idade, malucos por aventuras, com famílias nucleares organizadas e negócios estabelecidos, a abandonar tudo para segui-lo. Que LOCURA! Seguiram no escuro um homem sem poder político notório e sem identidade visível. Deixaram barcos, amigos, casas e o seguiram sem direção. Ele não lhes deu conforto, não lhes prometeu nem mesmo um reino terreno. Que experiência arriscada! que conflito! Que vexame! Que pertubação viveram!Perderam tudo, por fim perderam o homem que os ensinou a amar crucificado numa trave de madeira. Morreu sem heroísmo, morreu em silêncio, encerrou seu fôlego amando, faleceu perdoando. Após sua morte, o grupo poderia ter se dissipado, mas uma força IMCOMPREENSÍVEL os invadiu. Tornaram-se mais FORTES depois do caos. Difundiram para o mundo a mensagem que tinham ouvido.Deram as lágrimas, a saúde, seu tempo, enfim, tudo o que tinham para humanidade. Amaram desconhecidos e se entregaram por eles.Sob a mensagem difundida por esses jovens toscos e sem cultura clássica, as sociedades européias e depois inúmeras outras nas Américas, na África e na Ásia foram construídas. As bases dos direitos humanos e dos valores sociais forma estabelecidos.Séculos se passaram, e tudo se tornou comum. As igrejas se tornaram uma fonte excelente de conformismo. Na atualidade, centenas de milhões de pessoas comemoram confortavelmente em seus templos o Natal, A Paixão e outras datas, sem nunca terem imaginado o que é dormir ao relento, e o que é receber a pecha de LOUCO, qual o sabor de ter sua imagem social estilhaçada. Perderam a sensibilidade, não entenderam o estresse dramático que esses jovens viveram ao seguirem o enigmático Mestre dos Mestres.Vieram-me a mente as desconfortáveis camas de palha nas quais dormiam ao relento.Fiquei refletindo na angústia que sofreram ao tentar explicar o inexplicável para seus pais e amigos da Galiléia. Não poderiam dizer que estavam envolvidos num grande projeto, porque esse projeto não era PALPÁVEL. Não podiam comentar que seguiam um homem poderoso, o MESSIAS, pois ele amava o ANONIMATO. Que coragem para chamar e que coragem para seguir o CHAMADO."
(trecho do Livro O Vendedor de Sonhos, escritor Augusto Cury)