quarta-feira, 29 de julho de 2009

A interzona e a dimensão psicogeográfica !

A interzona é uma dimensão psicogeográfica - uma margem psicogeográfica - na qual é a persepção psíquica dessa cartografia flutuante que transporta o vivenciado. Num certo sentido não existe mais diferenças entre esses dois espaços. A dicotomia cartesiana entre mente e corpo não é somente banal: é também obsoleta, incerta ou melhor, flutuante, a dicotomia entre zonas geográficas e zonas mentais.

A interzona expressa uma visão alucinada, psicogeográfica do espaço. Nos tramados das interzonas os lugares não existem. Eles estão dissolvidos. As zonas são nômades, são percorridas, atravessadas. Não é possível fixar-se, não há sedimentação nas interzonas. As determinações espaciais pertencem aos lugares, onde as certezas identitárias são fixas e institucionais, onde as dicotomias reinaram e procuraram continuar a reinar, onde a política dominou.

Enfatizar todo este aspécto móvel e líquido no zonal significa assumir também o tempo como algo que não legitima uma apropriação definitiva - um "estado", em seu significado de condição estável, fixa, estática e, por extensão geográfica, jurídica e política, de Estado - mas algo que antecipa e projeta e convive constantemente com seu próprio automodificar-se, automobilizar-se, autodeslocar-se.

O tempo é temporário, assim como o espaço.E o espaço é interzonal, assim como o tempo.

As interzonas navegam ao longo das metrópoles líquidas compostas de presente. Um presente esmigalhado e esmigalhável.

-os lugares são identitários, pólíticos, urbanos, institucionais, sintéticos, industriais, dicotômicos, sólidos;

-os espaços são plurais, apolíticos, desordenantes e desordenados, sincréticos, metropolitanos, nômades, antiestadistas, móveis;

- as zonas são imateriais, pós-duais, anônimas, tecno-híbridas e tecnocomunicacionais, ciberpsycho, pós-estadistas, intersticiais, líquidas. INTERMINÁVEIS.

(Massimo Canevacci)

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Amor ao Proximo!


Amar o próximo envolve olhos que vejam a necessidade humana, e não a cor da pele, nem a classe social e, tampouco, o país de origem, Tal amor também exige um coração compassivo que lamenta o infortúnio do homem caído à beira da estrada; mãos que se sujam para lavar suas feridas; uma agenda que se torna flexível em resposta à situação do próximo; recursos que são liberados para suprir suas necessidades