quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

CONVERSÃO, ESSA ESQUECIDA

Houve época em que o discurso e a pregação dos evangélicos podia ser resumida numa única palavra: conversão. Era o suficiente, pois dizia tudo. O novo nascimento, necessidade recomendada pelo próprio Cristo ao sábio Nicodemos, era o motor de toda a ação proselitista. Ao longo de quase todo o século 20, os pioneiros do evangelismo em nossas terras - parodiando Churchill - derramaram sangue, suor e lágrimas para levar almas aos pés de Jesus. Foi um tempo de heroísmo e idealismo pela fé. Dos púlpitos, o pecador era confrontado com seus próprios atos à luz da Palavra de Deus, com base em textos duros e diretos como os de Romanos 3.23. Não se escondia que o salário do pecado era a morte, e que era necessário arrependimento para sua remissão. A natureza humana era apresentada de forma nua e crua - caída, distante de Deus. Miserável, pobre, cega e nua.

O resultado de tanta ênfase na conversão foram gerações de crentes comprometidos, acima de tudo, por viver de modo digno do Evangelho de Cristo. O zelo pela pérola de grande valor, a salvação, levava homens e mulheres a negar-se a si mesmos, às suas próprias vontades, tomando cada um a sua cruz e seguindo o Salvador. Bons tempos foram aqueles. Até mesmo o cancioneiro protestante de outrora espalhava a ânsia pela regeneração - nossos pais na fé cantavam "Eu, perdido pecador, longe do Senhor" ou "Alma cansada, vem já". Como resultado, o povo de Deus era até mesmo chamado de bíblia, epíteto meio jocoso mas que, no fundo, soava como elogio. Era a expressão do reconhecimento do compromisso daquela gente com a Palavra e o Reino de Deus.

Mas vieram novos tempos, e com eles, novas práticas e novas tecnologias. Parece que o humanismo, durante tantos séculos combatido pelos cristãos, incorporou-se ao modo de vida evangélico. Já repararam como, nesta Igreja chamada contemporânea, o homem parece o centro de tudo? E a boa e velha conversão foi perdendo sua importância. Hoje nossos púlpitos convidam para tudo, menos para uma mudança de vida. Apela-se por prosperidade, por conforto espiritual, por revestimento de poder, por satisfação pessoal, por um saudável convívio familiar, pela derrota dos inimigos... Tudo gira em torno do bem-estar das pessoas. O Evangelho parece mero acessório numa caminhada hedonista rumo ao nada. As orações são proferidas em tom meio imperativo, com farto uso de verbos na primeira pessoa como "quero", "determino", "decreto", "ministro".

São práticas estranhas, essas da Igreja Evangélica do século 21. Deixados para trás o arrependimento, a humilhação diante do Senhor e a busca de sua misericórdia, tornando-nos como que sacerdotes de nós mesmos. Já não importa tanto a vida que levamos, se ela é ou não diferente da que vivíamos antes do chamado encontro com Cristo. Nossos alvos diante do Senhor são mais metafísicos do que práticos - queremos é nos derramar diante dele, fluir em sua presença, sentir seus braços ao nosso redor.

Para usar um termo da moda, parece que o pessoal anda querendo mesmo é "ficar" com Jesus. Como as coisas mudaram! A conversão deixou de ser o ponto fundamental na caminhada com Jesus. Agora, há tanta coisa para se buscar na fé que pode-se até deixá-la para depois que as coisas acontecerem do jeito que queremos. Afinal, dependendo dos resultados, ela pode nem ser necessária, não é mesmo?



Carlos Fernandes é jornalista e editor da revista Eclésia. Esse artigo foi extraído do Jornal Debate Cristão com autorização do autor e do Jornal.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Conselho àqueles que pensam em mudar de igreja!

Um texto otimo, claro e bem elaborado pelo nosso amigo de blog Renato.

Indico, apoio e reforço o blog dos caras, que dão a cara a bater em favor da obra de Cristo sem "cobrar" nada.......

Meus Parabéns!!!!!!!!!!!


Por Renato Vargens do blog: www.pulpitocristao.com

Um náufrago foi encontrado dez anos depois em uma pequena ilha. Quando o capitão do navio de resgate chegou lá notou que havia três cabanas de bambu cobertas com folhas de coqueiro. "Por que três cabanas? Você não ficou aqui sozinho por dez anos?", perguntou o capitão. "Sim, fiquei", respondeu o náufrago. E completou: "Aquela primeira cabana é a minha casa e aquela segunda é a minha igreja". "E o que é aquela terceira cabana ali adiante?", insistiu o capitão. O magro e barbudo homem, com olhar de desprezo respondeu: "É a minha ex-igreja"

Pois é, essa pequena e engraçada história nos faz pensar na enorme quantidade de pessoas que trocam de igreja como se estivessem trocando de roupa. Assusta-me o fato de que inúmeros cristãos mudem de igreja com tanta facilidade. Talvez isso se deva ao pluralismo eclesiástico de nosso tempo, onde se é possível encontrar uma variedade enorme de igrejas que anunciam o evangelho de Cristo segundo o gosto do freguês. Isto se vê nitidamente nas pregações temáticas com palestras para empresários, endividados, adoecidos na alma, escravizados e etc.

Infelizmente, já vi casos de irmãos que com menos de 05 anos de caminhada cristã já passaram pelo menos por cinco igrejas. O interessante é que boa parte destes crentes migradores, ao chegarem a sua nova comunidade o fazem cheios de murmurações e reclamações quanto às comunidades passadas. No entanto, bastam alguns poucos meses de relacionamento com seus novos irmãos, para descobrirem de que essa igreja não é tão ungida quanto se pensava, e que a igreja do lado tem mais propostas a oferecer do que todas as outras que já passou.

Os que se comportam desta forma justificam suas saídas para uma nova igreja usando desculpas das mais estapafúrdias possíveis. Para estes, o problema é sempre dos outros, além obviamente de justificar seu afastamento afirmando que o pastor é fraco, que a palavra não é ungida, que o louvor não tem poder e que os crentes são falsos e cheios de pecados.

Caro leitor, vamos combinar uma coisa? Ainda que saibamos que algumas migrações eclesiásticas são absolutamente legitimas, temos que convir que boa parte destas não possuem o menor fundamento. O fato é que por vivermos em um tempo onde as relações são ralas e superficiais, as pessoas preferem voar como pássaros de igreja em igreja evitando relacionamentos mais íntimos e profundos do que serem confrontadas em seu modo errado de viver.

Isto posto, resolvi escrever algumas dicas àqueles que pensam em mudar de igreja:

Ore.
Analise os seus reais motivos. O que será que está motivando a querer mudar de igreja?
Cuidado com as suas emoções. Não é porque você se aborreceu com alguém que deve mudar de igreja. Aborrecimentos acontecerão em qualquer Comunidade cristã.
Avalie doutrinariamente a igreja que faz parte e a igreja que pretende ir. Lembre-se que igrejas saudáveis possuem um púlpito saudável.
A igreja que faz parte possui um governo despótico ditadorial onde o pastor é o ungido do Senhor e não pode ser questionado em absolutamente nada?
De que forma a igreja que faz parte lida com o dinheiro?
O que você espera de uma igreja? A pregação de todo Conselho de Deus, que lhe confronte ajudando-o a crescer como cristão, ou a ministração de mensagens temáticas que lhe satisfaçam os desejos de uma vida próspera e abençoada?
A igreja que você é membro prega "novas" revelações doutrinárias?
Se o motivo for razões doutrinárias, esses motivos são realmente importantes?
Você se sente tolhido e vítima de abuso espiritual?
Converse com seu pastor abertamente sobre o seu desejo e peça conselhos.
Ouça pessoas mais maduras e permita o benefício da dúvida.
Não seja precipitado. Lembre-se que a precipitação pode levá-lo a experimentar consequências desagradabilissimas.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

A respeito da comunhão e a oferta!

Ontem meu Pastor pregou sobre Atos 2.42 a respeito da comunhão. Muito Bom mesmo....conforme ele foi pregando pude meditar em alguns capítulos a frente referente as contribuições e vidas dos apóstolos da época..... Um período atrais debati com uma pessoa a respeito de alguns pastores (Nem vou citar nem mencionar piadas como combinado hahaha mais num me seguro coça a lingua rs!) que tem muito dinheiro, mais muito mesmo, num é uma questão de possuir uma casa de quatro quartos e garagem pra quatro carros, com direitos a quatro banheiros e quadro TV LCD...(Rs td quatro, mania quadrangular).

E vi alguns trechos bíblicos falando a respeito disso, então resolvi não comentar muito e deixar que os versículos mencionados digam por si próprio:

Atos 2.42-47

42 ¶ e perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações.
43 Em cada alma havia temor, e muitos prodígios e milagres eram feitos pelos apóstolos.
44 Todos os que criam, estavam unidos e tinham tudo em comum,
45 e vendiam as suas propriedades e bens e os repartiam por todos, conforme a necessidade de cada um.
46 Diariamente perseverando unânimes no templo, e partindo pão em casa, comiam com alegria e singeleza de coração,
47 louvando a Deus e tendo a simpatia de todo o povo. Todos os dias acrescentava-lhes o Senhor os que se iam salvando.


Atos 4.32-35

32 ¶ Da comunidade dos que creram o coração era um e a alma uma, e nenhum deles dizia que coisa alguma das que possuía era sua própria, mas tudo entre eles era comum.
33 Com grande poder os apóstolos davam o seu testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça.
34 Pois nenhum necessitado havia entre eles; porque todos os que possuíam terras ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que vendiam
35 e depositavam-no aos pés dos apóstolos; e repartia-se a cada um conforme a sua necessidade.



O texto do verso 35 diz: "repartia-se a cada um conforme a sua necessidade"

Acrescento um pouco mais, em II Co 8.11-15

11 Agora, porém, completai também o já começado, para que, assim como houve a prontidão de vontade, haja também o cumprimento, {segundo} o que tendes.
12 Porque, se há prontidão de vontade, será aceita segundo o que qualquer tem {e} não segundo o que não tem.
13 Mas não {digo isso} para que os outros tenham alívio, e vós, opressão;
14 mas {para} igualdade; neste tempo presente, a vossa abundância {supra} a falta dos outros, para que também a sua abundância {supra} a vossa falta, e haja igualdade,
15 como está escrito: O que muito {colheu} não teve de mais; e o que pouco, não teve de menos.

Fica ai algo para ser pensado e refletido, não com tom de acusação de pastores "bem remunerados", mas que os irmãos possam buscar um pouco mais de comunhão!

OBs: Aconselho buscar os versículos na tradução NVI.

sábado, 2 de janeiro de 2010

TEMA PARA DOIS MIL E DEZ !

" Viva como se Jesus tivesse morrido ontem, ressucitado hoje e voltasse amanhã"
(M. Lutero)


Preciso dizer algo mais....

e olha que estava aqui pensando e pensado o que eu postaria na primeira postagem de 2010......

Me apareceu essa frase de Lutero no Twitter......

Simplificou tudo o que eu estava pensando.....

Vamos ter essa frase como Pensamento tds os dias.....

Um bom inicio de 2010 a tds!!!!!!!!!!