segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Vírgula sim, ponto final...Jamais!





A revista do Missões portas Abertas, publicou esse Devocional, no qual Eu comparo muito com a minha vida pessoal... por isso resolvi postar e compartilhar com todos.

"Deus ouviu o choro do menino, e o anjo de Deus, do céu, chamou Hagar e lhe disse: "O que aflinge, Hagar? Não tenha medo; Deus ouviu o menino chorar, lá onde você o deixou. Levante o menino e tome-o pela mão, porque dele farei um grande povo". Então Deus lhe abriu os olhos , e ela viu uma fonte. Foi até lá. encheu de águas a vasilha e deu de beber ao menino." Gênesis 21,17-19

Quantas vezes você passou por uma situação desesperadora como a de Hagar? Abandonado em meio ao deserto?
Para Hagar e Ismael aquele era o fim, mas Deus decidiu que ali seria um recomeço.

No deserto não existe nada. è areia por todods os lados. A paisagem não muda! Quando está tudo bem em nossa vidas, quando tudo parece caminhar conforme desejamo, muitas vezes nos esquecemos até de agradecer a Deus, Existe tanta coisa para se fazer, tantas pessoas em volta, tantas distrações. No momento difíceis, quando atravessamos os "desertos" nas nossas vidas, temos somente Deus. Nesses momentos nosso clamor vem do fundo do coração.

Deus usa o Deserto para nos atrair ate Ele!


texto: Revista Missões Portas Abertas
Elaine Predis
Corresp. local de Missões
RJ
www.portasabertas.org.br/catalogo

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

A marginalidade de Jesus




Muito se fala da santidade, genialidade, amor, carisma, milagres, liderança, ensino e diversas facetas que expressam a pessoa de Cristo, mas sinceramente pouco ouço falar da marginalidade de Jesus.


Parece até conflitante falar de Jesus e associarmos a palavra marginal ao mesmo, mas não há nenhuma conotação ofensiva nisto, pois se bem analisarmos os fatos: Jesus foi um marginal de sua época.


Antes de você me chamar de herege ou me xingar, acompanhe o raciocínio...


Jesus era um homem simples, de uma profissão simples [até ouso fazer o paralelo com um operário padrão de nossos tempos], morava na Galiléia, considerada uma cidade que não produzia expoentes divinos [João 7:52] e pertencia a um povo subjugado pelo Império Romano, sendo que sua nação estava bem distante do pulsante coração econômico da época.


Creio que esses fatores, por si mesmos, já colocariam Jesus à margem do mundo de sua época, mas o mesmo foi além e também se colocou à margem da religião de sua época...Parece até mesmo um contra-senso mas o filho de Deus era marginalizado pela religião.


Prova mais do que cabal de que religião e Deus realmente não devem se misturar, eu sei, é um paradoxo daqueles difíceis de serem digeridos por nossas mentes muitas vezes totalmente formatadas pela tradição religiosa.


Mas voltemos à marginalidade de Jesus...me salta aos olhos o seguinte trecho do evangelho de Lucas:



“Muitas vezes vinham cobradores de impostos (gente desonesta) e outras pessoas de má fama para ouvir os sermões de Jesus; com isso começaram diversas queixas dos líderes religiosos e dos estudiosos da lei judaica, porque Ele estava fazendo amizade com aquela gente baixa – e até comendo com eles.”
Lc 15: 1-2 [Biblia Viva]



Aos olhos dos religiosos da época era inadmissível a relação de Jesus com a “ralé” da sociedade, ter amizade e comer com pessoas desonestas, baixas e de má fama era algo surreal para as mentes farisaícas e legalistas de plantão.


Há outros trechos na bíblia que falam que o mesmo foi chamado de glutão, beberrão, amigo de pecadores [Lucas 7:34], enfim, meu querido Jesus não era portador de boa fama, escolheu frequentar a margem da sociedade, escolheu o caminho longe do academicismo, longe do clericalismo, longe dos holofotes, longe das classes abastadas na maior parte do tempo.


É tão interessante mas o filho de Deus, o Messias prometido, não veio travestido de vestes religiosas, comportamento tradicional ou amizades seletas. Algo que nossa mente engessada pela religiosidade muitas vezes não consegue vislumbrar, mas que é plenamente explicada pelas palavras de Paulo quando o mesmo diz aos coríntios que Deus escolheu as coisas loucas desse mundo para confundir as sábias, Deus escolheu as coisas fracas desse mundo para confundir as fortes e Deus escolheu as coisas vis, desprezíveis e as que NÃO SÃO para confundir aquelas que são...quer algo mais marginal do que essa passagem das escrituras? [1 Coríntios 1:27-28]


Ao pensar em tudo isso e olhar para a igreja, me pergunto: que caminhos temos trilhado? Onde está a marginalidade do povo que se auto-intitula como de Deus?


O mais comum é ouvir sermões que mais parecem discursos de auto-ajuda e que prezam pela formatação com o sistema de valores reinante, no qual o TER vem sempre antes do SER.



O mínimo que consigo concluir após tudo isso é: revisemos a rota, os rumos...busquemos a margem! Não nos importemos com nossas posições, qualificações e até mesmo convicções pessoais, mas busquemos aquilo que o Mestre buscava: os pequeninos, os esquecidos e marginalizados para que também possamos ouvir Dele naquele dia: tive fome e me deste de comer, estava preso e foste ver-me, estava nu e me vestiste, estive com sede e me deste de beber [Mateus 25:35-36].

Frisando que nem sempre a sede será de água, a fome de pão, a nudez de roupas e a prisão de algemas...eis um desafio!

Autora: Roberta Lima
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